Umidade em Florianópolis: por que tanto mofo?

Rua residencial de Florianópolis em manhã nublada, com casas claras e morros cobertos de nuvens

Quem chega de fora a Florianópolis costuma se apaixonar pelo mar, pelos morros e pela vida mais calma. E, poucos meses depois, descobre o outro lado do clima: roupa que não seca, sapato com bolor, cheiro de guardado no armário. Foi o que aconteceu com a gente quando trocamos São Paulo por uma casa alugada em Santa Catarina.

Neste texto explicamos por que o mofo aparece tanto no litoral catarinense e o que dá para fazer, mês a mês.

Quão úmido é o ar em Florianópolis?

Pelas normais climatológicas do INMET para o período de 1991 a 2020, a umidade relativa média em Florianópolis fica em torno de 80% no ano. E ela varia pouco: mesmo nos meses "mais secos", como novembro e dezembro, a média continua perto de 78%. Os meses mais úmidos costumam ser junho e julho, com médias acima de 81%.

Para comparar: a faixa geralmente citada como confortável dentro de casa fica entre 40% e 60%. Acima disso, por muito tempo, o ambiente começa a favorecer fungos e ácaros.

Por que o inverno é a pior época

No inverno, a umidade é alta e as paredes ficam frias, principalmente à noite. Quando o ar úmido de dentro de casa encontra uma superfície fria, a água condensa. É por isso que o mofo aparece:

  • em paredes que dão para o lado de fora, principalmente as voltadas para o sul, que recebem menos sol;
  • atrás de guarda-roupas e camas encostados nessas paredes;
  • no teto do banheiro, onde o vapor do banho encontra a laje fria;
  • nos cantos entre parede e teto.

Some a isso o hábito de fechar tudo por causa do frio e do vento sul, e o cenário está montado.

Não é só na Ilha

Florianópolis é o exemplo mais conhecido, mas o litoral catarinense como um todo convive com umidade alta: Balneário Camboriú, Itajaí, Joinville, Garopaba, Imbituba. Em cidades de serra, o frio intenso também gera condensação. E fora de Santa Catarina, o mesmo acontece em boa parte do litoral brasileiro.

O que funciona no clima daqui

Ventile com estratégia

Abrir a janela quando está chovendo e o ar lá fora está saturado ajuda pouco. Prefira os horários mais secos, geralmente no meio do dia, e os dias de sol. Ventilação cruzada, com duas janelas abertas, é muito mais eficiente que uma só.

Tire água do ar

Em casas muito úmidas, um desumidificador faz diferença, principalmente em quartos e closets. O ar-condicionado no modo "dry" também ajuda. Comparamos as opções em ozônio, desumidificador ou água sanitária.

Mude pequenos hábitos

  • Não seque roupa em quarto fechado.
  • Deixe a porta do banheiro e a janela abertas depois do banho.
  • Afaste os móveis alguns centímetros das paredes externas.
  • Abra os armários todos os dias. Veja mofo no guarda-roupa.

Trate o ambiente

Mesmo com todos os cuidados, em muitas casas do litoral o mofo aparece. Na nossa, depois de limpar as superfícies, usamos ozônio para tratar os cômodos inteiros. Guarda-roupas e a maioria dos quartos precisaram de uma aplicação; o teto do banheiro precisou de cinco. Hoje mantemos uma rotina de manutenção nos pontos críticos.

O ozônio não tira manchas e não resolve infiltração. E é usado sempre com o cômodo vazio: sem pessoas, animais e plantas, com a porta vedada por fita de pintor e o buraco da fechadura tampado. Depois do ciclo, esperamos pelo menos 30 minutos e ventilamos bem antes de voltar. Veja o protocolo completo em ozônio faz mal?

Um calendário simples para o ano

Época O que fazer
Outono (março a maio) Revisar calhas e telhado antes das chuvas e do frio. Limpar e tratar armários.
Inverno (junho a agosto) Atenção máxima à condensação. Ventilar nos horários secos, desumidificar quartos, manutenção nos pontos críticos.
Primavera (setembro a novembro) Aproveitar dias secos para arejar a casa inteira, lavar cortinas e tratar cômodos que mofaram no inverno.
Verão (dezembro a fevereiro) Calor e umidade: cuidado com casas de praia fechadas por muito tempo. Tratar antes de voltar a usar.

Para a manutenção com ozônio, nossa referência é: se precisar, repetir no dia seguinte; nos pontos críticos, a cada 30 dias no primeiro ano; depois, mais ou menos a cada 3 meses.

Perguntas rápidas

Casa de praia fechada mofa mais?

Sim. Sem ventilação por semanas, a umidade se acumula. Vale tratar o ambiente antes de voltar a usar a casa e deixar armários entreabertos ao fechar.

Por que o mofo apareceu só depois de alguns meses?

Porque o fungo precisa de tempo e de umidade contínua. Muita gente se muda no verão e só vê o problema no primeiro inverno, quando a condensação aumenta.

Apartamento alto mofa menos?

Costuma ventilar melhor, mas a condensação depende de parede fria e ar úmido, que existem em qualquer andar.

O aparelho funciona na tomada daqui?

O nosso gerador é 110 V e, na maior parte de Santa Catarina, as tomadas são 220 V. É preciso um transformador. Explicamos em 110 V, transformador e entrega.

Um higrômetro ajuda a decidir

Um higrômetro digital é barato e mostra a umidade do cômodo em tempo real. Com ele, você para de adivinhar: sabe quando abrir a janela ajuda, quando ligar o desumidificador e quais cômodos ficam sempre acima de 70%. Esses cômodos são os candidatos naturais a uma manutenção mais frequente. Na nossa casa, o banheiro era o cômodo mais tomado pelo mofo: precisou de cinco aplicações, enquanto o resto da casa precisou de uma.

Morar no litoral catarinense é ótimo. Conviver com mofo, não. Conheça o gerador de ozônio que usamos em Santa Catarina, com timer de até 3 horas e entrega com impostos inclusos.

Fontes